segunda-feira, 25 de julho de 2011

Nossa Própria Busca Pela Felicidade


Todos nós estamos engajados em nossa própria busca pela felicidade. Todos almejamos encontrá-la o mais rápido possível e tudo o que fazemos é para que a encontremos. Embora muitas coisas que fazemos para encontrá-la nos afastem mais dela.
Em minha própria busca pela felicidade, parei um pouco com a correria do dia a dia e fui encontrá-la em um asilo de idosos. Ela estava lá! Sossegada, esperando alguém que, até aquele momento, não havia chegado. O filho nunca chegou para visitar o velho pai que lhe deu tudo o que tinha. Nunca chegou para ver a mãe querida que tanto fez por ele. Nunca chegaram, porque estavam ocupados demais no trabalho que tanto tempo lhes rouba. Trabalho este, conquistado, graças às horas extras que o pai cansou de trabalhar para que ele tivesse uma faculdade e fosse bem sucedido na vida. Ou, não chegou porque as viagens de negócios tomavam todo o tempo de uma visita ao asilo. E o tempo passa tão rápido que, quando menos se espera, outra semana termina. Mas, no fundo do coração, existe uma dor que não para de latejar. É a consciência dizendo a cada dia:
- você precisa ir até lá hoje.
Mas, antes que vá, precisa-se ganhar mais um Real. E, a cada Real ganho, a dor fica mais intensa.
Esta eterna busca pela felicidade nunca se encerra. Parece até que ela não existe! Mas a felicidade estava lá no asilo, não porque ela tenha envelhecido, mas, sim porque seguiu o caminho daqueles que tanto a mereceram. Ela estava lá, parada esperando. E, no meio desta espera, eu cheguei. Não buscava nada. Muito pelo contrário, queria dar algo. Apenas fui visitar o velho amigo, que foi colocado ali pelos filhos que criou e formou, e, graças ao seu suor, eles estavam prosperando na vida. Motivo de orgulho para os pais, que não se sentiam esquecidos, mas falavam a toda proza, para aqueles que quisessem ouvir, como os filhos eram pessoas importantes no mundo.
De repente, ao sair dali, senti o calor no peito, provocada por ela. E, com sutileza, tomou conta de todo o meu ser. E, como se fosse possível, imaginei-me perguntando a ela:
- Porque eu fui escolhido em meio a tantos outros?
Ela me respondeu (pelo menos eu imagino que respondeu):
- Todos estavam tão ocupados me procurando que não me buscaram onde eu realmente estava. O rico me achou simples demais e me ignorou; o ocupado me julgou uma pobre andarilha e, rapidamente, se afastou de mim; o desesperado não me viu em meio às lágrimas. Tantos outros me encontraram, mas, por causa de coisas “mais importantes”, me deixaram para depois. O depois ainda não chegou, e, eles continuam me procurando.
- Se quiser me encontrar, procure onde menos imagina que estarei:
- É quando deixamos nossos próprios interesses, esquecemo-nos de nós mesmos e procuramos aliviar a dor dos que sofrem que eu te encontro. É ali que está a verdadeira felicidade!

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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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