Rapidamente se esquece,
De madrugada,
Assim que a sua busca pelo pão
começa.
Sorri quando vantagens se lhe
oferecem
Das quais sabe que não
merece.
Não se lembra nem mesmo
quando come
O abençoado pão que tanto
implorou.
Sua gratidão passa bem longe
Pois, seu coração, para o
bem, congelou.
O Cristão distraído dá
gargalhadas
Para que a terra toda estremeça.
Ele olha para onde não deve
E aprecia o que não tem
beleza.
Fala o que é proibido, toca
no pecado.
Anda na beira do abismo
E orgulha-se de sua
dignidade.
Está perdido, mas, pensa que
foi achado.
É machado sem corte, espada
sem fio,
É madeira molhada
Que apaga o fogo que aquece.
O Cristão distraído está por
aí,
É fácil de se achar:
Anda olhando para o chão,
Jurando fidelidade e
Procurando algo que lhe
acalente,
Mas, sabe que é olhando de
lado
Que achará o que lhe agrada.
Pobre cristão distraído,
Perde seu tempo com curtas preces,
Balbuciando bonitas frases,
Em busca do amém final.
Mal percebe que o inimigo,
Jurando ser liquidação,
Lhe vendeu por preço alto,
Uma máscara que lhe cai tão mal.
Uma máscara que lhe cai tão mal.

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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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