domingo, 5 de julho de 2015

O Cristão Distraído

O Cristão distraído, de quem é
Rapidamente se esquece,
De madrugada,
Assim que a sua busca pelo pão começa.
Sorri quando vantagens se lhe oferecem
Das quais sabe que não merece.
Não se lembra nem mesmo quando come
O abençoado pão que tanto implorou.
Sua gratidão passa bem longe
Pois, seu coração, para o bem, congelou.

O Cristão distraído dá gargalhadas
Para que a terra toda estremeça.
Ele olha para onde não deve
E aprecia o que não tem beleza.
Fala o que é proibido, toca no pecado.
Anda na beira do abismo
E orgulha-se de sua dignidade.
Está perdido, mas, pensa que foi achado.

É machado sem corte, espada sem fio,
É madeira molhada
Que apaga o fogo que aquece.
O Cristão distraído está por aí,
É fácil de se achar:
Anda olhando para o chão,
Jurando fidelidade e
Procurando algo que lhe acalente,
Mas, sabe que é olhando de lado
Que achará o que lhe agrada.  

Pobre cristão distraído,
Perde seu tempo com curtas preces,
Balbuciando bonitas frases,
Em busca do amém final.
Mal percebe que o inimigo,
Jurando ser liquidação,
Lhe vendeu por preço alto,
Uma máscara que lhe cai tão mal.

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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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