Enquanto me deparei com tantas pessoas desanimadas pelas dificuldades da vida, lembrei-me de um dos desenhos mais famosos entre as crianças (e adultos também), “Procurando Nemo”, em que podemos aprender grandes lições e trazê-las para a vida real.
Uma das lições mais importantes deste clássico é, na minha opinião, a música que a Dory canta para incentivar Marlin:
Dory - Se a vida decepciona, sabe qual a solução?
Marlin - Não, não sei a solução!
Dory - Continue a nadar, Continue a nadar, Continue a nadar, nadar, nadar, pra achar a solução nadar, nadar...
Nadar é, para um peixe, a mesma coisa que andar para um ser humano. Ele precisa nadar para fazer quase tudo. Se quiser comer tem que nadar para encontrar comida, se tiver que escapar de um predador tem que nadar, muito e rápido, para não virar comida, e, se precisar alimentar seus filhotes tem que nadar. Eu diria que assim como um peixe não pode parar de nadar, nós não podemos parar de andar. Parar de andar pode ser deixar de sonhar. Ou esquecer-se de viver os bons momentos que a vida inevitavelmente nos proporciona. Parar de andar é deixar de reconhecer a mão amiga que vem em nosso favor. É esquecer-se de ligar para um amigo num dia especial. Enfim, deixar de andar, neste caso, é não dar atenção a um idoso ou a uma criança. É perder a esperança na vida ou nas pessoas. É preciso lembrar que a falta de esperança é o desespero, e o desespero revela a nossa completa falta de fé. Mostre-me um homem desesperado e eu lhe mostrarei um homem que perdeu a razão de viver.
Mas é preciso lembrar que andar, provavelmente, irá nos cansar. Mas não podemos permitir que o cansaço nos desanime. Então, eu posso até estar cansado, mas, nunca desanimado. Posso até estar com câimbras, mas, vou continuar andando, me arrastando, se necessário. Ninguém me disse que eu preciso chegar em primeiro lugar, só me disseram que eu preciso chegar. Então, eu chegarei nem que seja me arrastando. Esta luta não é contra meu próximo, ela é travada contra o meu próprio ser. E eu vencerei apenas continuando a andar. Portanto, continue a andar! Andar! Andar!
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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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