sábado, 4 de outubro de 2014

Minha tempestade!

As ondas fortes encobrem o pequeno barco
Que, agitado, parece que vai adornar.
Ouve-se gritos de um passageiro solitário
Que da tormenta não pode se salvar.

O dia vira noite e a luz torna-se trevas
O lampião quebrou-se ao cair no chão
A esperança que havia nesta bela manhã
Também tornou-se em desesperação.

Embora digam que estamos no mesmo barco,
Quem me socorrerá nesta tribulação?
Olho para o lado e vejo muitos outros barcos
Alguns na calmaria, outros no olho do furacão.

Quando parecia que tudo estava acabado
E nenhuma esperança se apresentava
Minha mente se voltou a dois mil anos atrás
Quando um barco, no mar, também se agitava.

Ah! se eu estivesse naquele pequeno barco
Não sentiria tanto medo como sinto agora,
Pois, chamaria o mestre que ali repousava
E lhe suplicaria por socorro sem demora.

Hoje meu barco não precisa flutuar
Tampouco precisa de velas para navegar,
Mas, mesmo assim ondas enormes e bravas
Vem para cima, tentando me afundar.

Meu leme, hoje, não precisa de timão,
O que me guia é a luz da verdade.
Meu barco, agora, representa minha vida
E a tribulação, minha tempestade.

O Mestre, na verdade, no meu barco não dorme.
Pois carrego-O, junto a mim, bem acordado.
Se ainda sinto medo? É claro que sim!
Mas, o medo logo passa quando estou ajoelhado!

Às vezes a fé enfraquece em meio às ondas,
E, apesar de ser adulto, pareço um menino.
Porém, com a força do vento ganho velocidade
E chego bem mais depressa ao meu destino!

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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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