As
ondas fortes encobrem o pequeno barco
Que,
agitado, parece que vai adornar.
Ouve-se
gritos de um passageiro solitário
Que
da tormenta não pode se salvar.
O
dia vira noite e a luz torna-se trevas
O lampião
quebrou-se ao cair no chão
A esperança
que havia nesta bela manhã
Também
tornou-se em desesperação.
Embora
digam que estamos no mesmo barco,
Quem
me socorrerá nesta tribulação?
Olho
para o lado e vejo muitos outros barcos
Alguns
na calmaria, outros no olho do furacão.
Quando
parecia que tudo estava acabado
E nenhuma
esperança se apresentava
Minha
mente se voltou a dois mil anos atrás
Quando
um barco, no mar, também se agitava.
Ah! se
eu estivesse naquele pequeno barco
Não
sentiria tanto medo como sinto agora,
Pois,
chamaria o mestre que ali repousava
E lhe suplicaria por socorro sem demora.
Hoje
meu barco não precisa flutuar
Tampouco precisa de velas para navegar,
Mas, mesmo assim ondas enormes e bravas
Vem
para cima, tentando me afundar.
Meu
leme, hoje, não precisa de timão,
O
que me guia é a luz da verdade.
Meu
barco, agora, representa minha vida
E
a tribulação, minha tempestade.
O Mestre, na verdade, no meu barco não dorme.
Pois
carrego-O, junto a mim, bem acordado.
Se
ainda sinto medo? É claro que sim!
Mas, o medo logo passa quando estou ajoelhado!
Às
vezes a fé enfraquece em meio às ondas,
E,
apesar de ser adulto, pareço um menino.
Porém, com a força do vento ganho velocidade
E
chego bem mais depressa ao meu destino!

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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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