sábado, 15 de março de 2014

Pedro: das redes ao discípulado!

Meu barco vazio não permaneceu.
Pois, logo, repleto de peixes ficou.
Quando a rede, do mar, retornou
De onde Ele, com o dedo,  apontou.


Penso em minha vida agora:
Aquilo que estava vazio outrora,
Encheu- se de esperança e amor.
O barco, cheio, eu deixei para trás
Pois, para mim, ele não serve mais
Eu me tornei um outro pescador.

Quando Sua voz, penetrante, ouvi
Ele caminhava sobre as ondas do mar
Soou, aos meus ouvidos, tão familiar
Que todo o meu medo vi se dissipar.

Num impulso quis-me a Ele  juntar
Então coloquei os meus pés sobre o mar
E caminhei contra o vento forte.
Em minha vida voltei a pensar:
Pois, para o lado  fez-me desviar
Mas, Sua mão salvou-me da morte.

Por três vezes vi-me a negá- lo,
Naquela hora, amargamente, chorei.
Pois, percebi que o Mestre partiria.
Quando nos Seus olhos fixamente olhei.

Por covardia muitos me condenam,
Pois se esquecem quem puxou a espada
E quem caminhou toda a via crucis.
Em minha vida penso a toda hora:
Que se realmente eu covarde fora
Não teria visto os olhos de Jesus.

Perguntou-me se eu o amava
Repetidas vezes disse-lhe que sim.
Só por um momento, quase me ofendi
Sabes que eu te amo, afinal, respondi.

Que Seu amor é infinito, eu sei.
Pois, perdoou minha falta de fé
Se por  três vezes eu, um dia, O neguei
Ele, por  três vezes confessá-lo me fez.
Me perguntam se um dia vou deixá-lo,
Se acaso o fizer, para quem eu irei?


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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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