No caminhar lento da volta do trabalho, sem pressa.
Sabendo que em casa já não habita a pessoa amada
Perdida por causa do maldito atalho.
Atalhos são trilhados por todos os mal amados.
No olhar distante da volta ao passado.
Saindo da casa antes que volte a pessoa amada,
Que somente chega mais cedo quando evita o atalho.
No caminhar de ambos só há tristeza e prantos
Na má escolha de um, o outro é quem chora.
Não sabe se acertou ao fazer o que não desejou
E obrigado foi a caminhar por onde nunca planejou.
Na incerteza de um amanhã melhor,
No atalho não se colhe, pois não se planta a semente.
Na beira do atalho o mato, na trilha, muita gente,
Pisando em cada semente jogada ao caminho.
E no atalho ambos se perdem.
Todos os encontros são esbarrões.
Todos os amigos são espiões.
Todos os sucessos, ilusões.

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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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