sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Quando o Vencedor se Torna Perdedor


Onde está aquela velha e esquecida frase que diz que “o importante é competir”? Até que ponto deve ir a nossa busca pela glória do mundo?  
Veja um exemplo contemporâneo do que estou dizendo:
Entendendo que merecia uma melhor avaliação dos juízes a atleta russa Viktoria Komova, de 17 anos, ficou muito chateada com a medalha de prata no individual geral feminino de ginástica artística dos Jogos Olímpicos de Londres, na quinta-feira, 2, na North Greenwich Arena. Após ver o resultado no placar, Komova deixou claro sua decepção, fechou o semblante, chorou e saiu da frente das câmeras.
O resultado não deveria diminuí-la somente porque alguém cresceu. Ser medalha de prata satisfaria a tantos atletas que entraram e saíram pela última vez, devido à idade, de tatames, pistas, quadras e piscinas sem, ao menos, serem notados. Porém, a cobiçada medalha não satisfez Viktoria Komova de apenas 17 anos! Esta preocupante reação me leva a ponderar:
"O que será desta menina quando descobrir que a vida é uma competição em que ser o melhor que os outros não é tão importante quanto ser melhor que si mesmo?"
Enquanto enxergarmos a vida com olhares egoístas veremos o nosso próximo como um adversário a ser batido. 
O orgulho pode tirar os momentos de alegria que porventura teríamos se não nos superestimássemos tanto.
Não permita que o desejo de “ser bom” supere o encanto de “estar bem”.

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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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