Onde está aquela velha e esquecida frase que diz que “o importante é competir”? Até que ponto deve ir a nossa busca pela
glória do mundo?
Veja um exemplo contemporâneo do que estou dizendo:
Entendendo que merecia uma melhor avaliação dos juízes a atleta
russa Viktoria Komova, de 17 anos, ficou muito chateada com a medalha de prata no
individual geral feminino de ginástica artística dos Jogos Olímpicos de
Londres, na quinta-feira, 2, na North Greenwich Arena. Após ver o resultado no
placar, Komova deixou claro sua decepção, fechou o semblante, chorou e saiu da
frente das câmeras.
O resultado não deveria diminuí-la somente porque alguém
cresceu. Ser medalha de prata satisfaria a tantos atletas que entraram e saíram pela
última vez, devido à idade, de tatames, pistas, quadras e piscinas sem, ao menos,
serem notados. Porém, a cobiçada medalha não satisfez Viktoria Komova de apenas
17 anos! Esta preocupante reação me leva a ponderar:
"O que será desta menina quando descobrir que a vida é uma
competição em que ser o melhor que os outros não é tão importante quanto ser melhor que si
mesmo?"
Enquanto enxergarmos a vida com olhares egoístas veremos o nosso próximo como um adversário a ser batido.
O orgulho pode tirar os momentos de alegria que porventura
teríamos se não nos superestimássemos tanto.
Não permita que o desejo de “ser bom” supere o encanto de “estar bem”.

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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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