
Um resumo do meu discurso na Reunião Anual dos Sumo Sacerdotes da Estaca Mogi das Cruzes:
Inicio
minhas palavras com as palavras do Pres. Monson na ultima Reuniao Geral do
Sacerdocio, tema: "Dispostos e dignos de servir":
"Quão abençoados somos por estar aqui nestes últimos dias, quando o sacerdócio de Deus está na Terra. Quão privilegiados somos por ser portadores desse sacerdócio. O sacerdócio não é apenas um dom, mas um encargo de servir, um privilégio de elevar e uma oportunidade de abençoar a vida das pessoas".
"Quão abençoados somos por estar aqui nestes últimos dias, quando o sacerdócio de Deus está na Terra. Quão privilegiados somos por ser portadores desse sacerdócio. O sacerdócio não é apenas um dom, mas um encargo de servir, um privilégio de elevar e uma oportunidade de abençoar a vida das pessoas".
O
Pres. James E. Faust, que serviu na Primeira Presidencia, disse na Conf. Geral
de Abril de 1994:
"Mais
importante do que conseguir fama e fortuna é ser o que Deus quer que sejamos. Antes de virmos a esta Terra,
podemos ter sido preparados para fazer, nesta vida, um bem, talvez pequeno, mas
que ninguém mais poderia
fazer".
O
Elder David A. Bednar, do quorum dos doze, disse na ultima Conferencia Geral em
seu discurso "Os poderes do ceu":
"O
sacerdócio maior é recebido por um solene convênio que inclui a obrigação de agir na autoridade (ver D&C
68:8) e no ofício (ver D&C 107:99)
que foram designados. Como portadores da santa autoridade de Deus, somos
agentes que atuam e não
subordinados que recebem a ação
(ver 2 Néfi 2:26). O sacerdócio é inerentemente ativo, e não passivo".
2
Nefi 2:26:
"E
o Messias vem na plenitude dos tempos para redimir da queda os filhos dos
homens. E porque são
redimidos da queda tornaram-se livres para sempre, distinguindo o bem do mal; para
agirem por si mesmos e não
para receberem a ação, ..."
Em
1960 o Presidente Ezra Taft Benson ensinou:
“Não é suficiente receber o sacerdócio e depois esperar sentados e passivos até que sejamos impelidos à atividade por alguém. Quando recebemos o sacerdócio, temos a obrigação de tornar-nos ativa e avidamente engajados na
promoção da causa da retidão na Terra".
O
Presidente Harold B. Lee disse: “Quando um homem se torna portador do sacerdócio, torna-se um agente do Senhor. Ele deve
encarar seu chamado verdadeiramente como o serviço do Senhor”.
Em
DeC 58:29 lemos:
‘Mas o que nada faz até
que seja mandado e recebe um mandamento com o coração duvidoso e guarda-o com indolência, é condenado’
.
Em
seu valioso livro, O milagre do perdao, o Presidente Spencer W. Kimball também salientou enfaticamente a natureza ativa do
sacerdócio:
“[Rompe-se] o convênio
do sacerdócio transgredindo os
mandamentos — e também deixando
de cumprir as respectivas obrigações e deveres. Portanto, para quebrar esse convênio, basta apenas não fazer nada”.
O
Elder Bednar compartilha conosco esta experiencia pessoal:
"Fui
criado em um lar que tinha uma mãe fiel e um pai maravilhoso. Minha mãe era descendente de pioneiros que sacrificaram
tudo pela Igreja e pelo reino de Deus. Meu pai não era membro de nossa Igreja e, quando jovem,
teve o desejo de tornar-se sacerdote católico. Por fim, decidiu não entrar para o seminário
teológico e escolheu a
carreira de ferramenteiro.
Por
muito tempo, meu pai assistiu às
reuniões da Igreja de Jesus
Cristo dos Santos dos Últimos
Dias com a nossa família.
Na verdade, muitas pessoas de nossa ala não fazia ideia de que meu pai não era membro da Igreja. Ele integrava e treinava o time de softball de
nossa ala, ajudava nas atividades escoteiras e apoiava minha mãe em seus vários chamados e responsabilidades. Quero contar-lhes uma das grandes
lições que aprendi com meu
pai sobre a autoridade e o poder do sacerdócio.
Quando
menino, eu perguntava a meu pai muitas vezes por semana quando ele seria
batizado. Ele respondia com amor, mas com firmeza, toda vez que eu o
importunava: “David, não vou me filiar à Igreja por sua mãe, por você, ou por quem quer que seja. Vou me filiar à Igreja quando souber que é a coisa certa a fazer”.
Creio
que foi no início da minha adolescência que tive a seguinte conversa com meu pai. Tínhamos acabado de voltar das reuniões de domingo, às quais fôramos juntos, e perguntei a meu pai quando ele seria batizado. Ele
sorriu e disse: “Você está sempre me perguntando quando serei batizado. Hoje tenho uma pergunta
para você”. Com rapidez e
entusiasmo concluí
que estávamos fazendo progresso!
Meu
pai prosseguiu, dizendo: “David,
sua igreja ensina que o sacerdócio
foi retirado da Terra no passado e foi restaurado por mensageiros celestes ao
Profeta Joseph Smith, certo?”
Respondi que sua afirmação
era correta. Ele então
disse: “Aqui vai minha pergunta:
Toda semana, na reunião
do sacerdócio, ouço o bispo e outros líderes do sacerdócio lembrarem, pedirem e implorarem que os
homens façam suas visitas de ensino
familiar e cumpram seus deveres do sacerdócio. Se sua igreja realmente tem o sacerdócio restaurado de Deus, por que há tantos homens em sua igreja quanto há na minha, que não diferem no cumprimento de seus deveres
religiosos?” De imediato, deu-me um
branco na mente. Fiquei sem uma resposta adequada para meu pai".
Nas
palavras de um renomado escritor e poeta:
"Eu
dormia e sonhava
Que
a vida era alegria
Despertei
e vi
Que
a vida era serviço
Servi,
e vi que
O
serviço era alegria".
O
Pres. Utchidorf falou sobre isto na ultima conferencia em seu discurso "O
porque do servico no sacerdocio":
"É na aplicação prática da doutrina que a chama purificadora do evangelho cresce e o
poder do sacerdócio
incendeia nossa alma.
Thomas
Edison, o homem que banhou o mundo com a brilhante luz elétrica, disse que “o valor de uma ideia está na utilização dela”. De modo semelhante, a doutrina do evangelho se torna mais preciosa
quando colocada em prática.
Não podemos permitir que as doutrinas do sacerdócio fiquem adormecidas em nosso coração, sem ser aplicadas em nossa vida".
Em
DeC 67:13 encontramos a seguinte passagem:
"Não podeis suportar a presença de Deus agora nem o ministério de anjos; portanto continuai pacientemente
até que sejais aperfeiçoados".
Nesta
passagem notamos que o Senhor conhece nossas limitacoes e reconhece que nosso
aperfeicoamento demanda tempo e paciencia. Portanto, nao devemos desanimar
nesta busca constante pelo nosso proprio aperfeicoamento.
Cito uma historia
contada pelo Pres. Monson na conferencia de abril:
"Durante
a Segunda Guerra Mundial, no início
de 1944, aconteceu algo envolvendo o sacerdócio quando os fuzileiros navais dos Estados Unidos tomaram o Atol de
Kwajalein, que faz parte das ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, entre a Austrália e o Havaí. O que aconteceu estava relacionado a um correspondente que não era membro da Igreja e trabalhava para um
jornal do Havaí. Num artigo de jornal de
1944, ele contou o seguinte, explicando que ele e outros correspondentes
estavam na segunda leva que seguia atrás dos fuzileiros navais, no Atol de Kwajalein. Ao avançarem, viram um jovem fuzileiro boiando com o
rosto para baixo, sem dúvida,
gravemente ferido. A água
rasa ao seu redor estava vermelha de sangue. Então, viram outro fuzileiro se movendo na direção do camarada ferido. O segundo fuzileiro também estava ferido, com o braço esquerdo pendente sem forças ao seu lado. Ele ergueu a cabeça do que estava flutuando na água para impedir que se afogasse. Com pânico na voz gritou por socorro. Os
correspondentes olharam novamente para o rapaz que ele segurava e gritaram: “Filho, não há nada que possamos fazer
por esse rapaz”.
“Então”, escreveu o correspondente, “vi algo que jamais tinha visto antes”. Aquele rapaz, ele próprio muito ferido, arrastou-se até a praia levando o corpo aparentemente inerte de
seu companheiro. Ele “colocou
a cabeça do companheiro sobre os
joelhos. (…) Que cena extraordinária — aqueles dois rapazes mortalmente feridos — ambos (…) puros e de excelente aparência, mesmo naquela situação agonizante. O rapaz abaixou a cabeça sobre o outro e disse: ‘Eu te ordeno, em nome de Jesus Cristo e pelo
poder do sacerdócio,
que permaneças vivo até que eu consiga socorro médico’”. O correspondente concluiu seu artigo, dizendo:
“Nós três [os dois fuzileiros e eu], estamos aqui no hospital. Os médicos não sabem [como ele conseguiu sobreviver], mas eu sei”.
Entao,
o Pres. Monson conclui:
"São vistos milagres em toda parte quando o sacerdócio é compreendido, quando seu poder é honrado e devidamente utilizado, exercendo-se fé. Quando a fé substitui a dúvida,
quando o serviço abnegado elimina o empenho
egoísta, o poder de Deus leva
a efeito Seus propósitos".
Nao
nos esquecamos das palavras do Presidente John Taylor: “Caso não cumpram o seu chamado honrosamente, Deus os considerara responsáveis pelas pessoas a quem poderiam ter salvado
se houvessem feito a sua obrigação”.
Encerro
com as conhecidas palavras do Pres. Monson: "Há pés que precisam ser firmados, mãos para segurar, mentes para incentivar, corações para inspirar e almas para salvar. As bênçãos da eternidade nos aguardam. Temos o privilégio de não ser apenas espectadores, mas participantes no palco do serviço no sacerdócio".
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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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