quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Ah! O ser humano!

Ah! O ser humano! Quanto mais eu o conheço mais me surpreendo! Sua capacidade de fazer o bem é imensa, mas, quando é mau caráter sua capacidade de arquitetar o mau é imensurável! Chegamos a uma época em que, querem nos fazer acreditar, ser desonesto é apenas um deslize, algo que pode acontecer vez ou outra! Sim! Não se tem mais vergonha de ser ladrão! Desde que a desonestidade lhe traga vantagens, vale a pena qualquer arranhão na sua reputação! Incrível como tem se revelado o corrupto! E a reputação, o bom nome, a confiança, a justiça, a bondade, a honestidade saíram totalmente de moda!
Se for pego é só negar! Parece que tem curso de respostas para escapar do incômodo de ser descoberto! Todos respondem do mesmo jeito, com as mesmas palavras e a mesma cara de pau! Se, para escapar da punição, eu precisar entregar algum comparsa, não tem problema algum, afinal, na lei da quadrilha, a lealdade só existe enquanto o outro permanecer intocável. Incrível como o ser humano não enxerga sua própria culpa e, aponta o dedo com facilidade para o seu próximo. Coleciona pequenas mentiras, prejudica seu próprio parceiro de negócios, desvaloriza seu próprio patrimônio jogando o lixo no terreno baldio do outro lado da rua, não aceita a corrupção de outros, mas, suborna o policial para continuar andando com o carro irregular, não aceita ser prejudicado por um erro humano, mas, é capaz de fazer qualquer falcatrua para vencer um jogo, não aceita a traição alheia, mas, não vê erro algum em trair seu cônjuge naquele que é o maior convênio que fez na vida! Continua se enganando com seus embustes, achando que está levando vantagem enquanto outros são prejudicados, coleciona olheiras, pois, dorme em travesseiro com plumas de ganso branco da Sibéria, com medo de acordar com a porta no chão, enquanto os honestos dormem tranqüilos em seus modestos travesseiros. Ah! O ser humano! Quanto mais eu o conheço mais me surpreendo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
Faça um comentário, dê sua opinião e, se desejar, siga o blog.

Mais lidos