Existem aqueles que
realizam apenas um ato heroico na vida e, depois, sentam-se esperando serem
reconhecidos por aquele único ato pelo “resto” de suas vidas.
Eu sei que existem restos que podem ser reaproveitados, mas, quando eu digo “resto”,
quero dizer:
“Aquilo que sobrou e não
tem mais utilidade”. Pois uma vida sem proposito é comparada a algo inútil, e o
resto torna-se, depois de ser descartado, algo sem propósito algum.
Resto de vida é a mesma
coisa que resto de alimento, que, quando sobra é jogado no lixo. E quando é
jogado no lixo, deixa aquele que o jogou um pouco mais pobre.
Se escorar na “bengala”
dos feitos passados é o mesmo que desperdiçar o restante de nossos dias! É deixar
de produzir aquilo que temos capacidade de produzir.
Assim como o alimento não
deixa de ser alimento por ter sido descartado, ele apenas deixa de servir ao
propósito para o qual foi criado, assim também somos nós, ao deixarmos de
produzir aquilo que somos capazes, perdemos o nosso pleno propósito na vida.
Aristóteles disse:
“Somos o que repetidamente
fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas sim, um hábito”.
Então devemos continuar a
realizar atos heroicos e seremos verdadeiros heróis.
Devemos continuar a
realizar atos cristãos para que sejamos contados entre os cristãos.
Devemos continuar e nunca
pensar que, por já ter realizado algo, já fizemos tudo.
Quando realizamos um único
ato digno de nota e paramos para receber os aplausos, corremos o sério risco de
nos encantarmos tanto com a glória do mundo que não tenhamos forças para nos
afastarmos do seu ofuscante brilho.
“Assim como aconteceu com os
ratos da cidade de Hamelin.
Tal era a quantidade de
ratos na cidade que, dia após dia, começaram a esvaziar as ruas e as casas, e
até mesmo os gatos fugiram assustados.
Pouco depois se apresentou
aos habitantes da cidade, um flautista, que, ao ouvir falar de uma recompensa,
lhes disse: "A recompensa será minha. Esta noite não haverá um só rato em
Hamelin".
Dito isto, começou a andar
pelas ruas e, enquanto passeava, tocava com sua flauta uma melodia maravilhosa,
que encantava aos ratos, que iam saindo de seus esconderijos e seguiam
hipnotizados os passos do flautista que tocava incessantemente.
E assim ia caminhando e
tocando, levou-os a um lugar muito distante, tanto que nem sequer se poderia
ver as muralhas da cidade. Por aquele lugar passava um caudaloso rio onde, ao
tentar cruzar para seguir o flautista, ignorando os riscos, todos os ratos
morreram afogados”.
É importante saber que a gloria
do mundo hipnotiza como a melodia daquela flauta. E o fim de quem se permite
seduzir por ela é inevitável: tristeza e solidão.
No total, Thorpe ganhou
onze medalhas de ouro em Mundiais. É o único atleta a ter sido chamado de
"Nadador Mundial do Ano" por quatro vezes pela revista Swimming World
Magazine, e foi considerado também o "Nadador Australiano do Ano" de 1999
a 2003. Suas realizações atléticas fez dele um dos atletas mais populares da
Austrália, com boa imagem do público e fama de realizar projetos filantrópicos.
Foi reconhecido também como o "Jovem Australiano do Ano" em 2000.
Um grande exemplo de perseverança
foi Ian James Thorpe, ou simplesmente Ian Thorpe, é um nadador profissional
australiano. Especialista no nado livre, ganhou cinco medalhas de ouro em Jogos
Olímpicos, sendo o australiano com mais medalhas de ouro olímpicas.
Em 2001, se tornou a
primeira pessoa a ganhar seis medalhas de ouro em um Campeonato Mundial!
Thorpe não se contentou em realizar um único ato de heroismo, ele continuou fazendo e fazendo...
Não se esqueça que os aplausos pelos nossos atos só durarão um momento, portanto, não pare e realize cada vez mais!

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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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