domingo, 4 de setembro de 2011

O hábito de realizar sempre mais!

Existem aqueles que realizam apenas um ato heroico na vida e, depois, sentam-se esperando serem reconhecidos por aquele único ato pelo “resto” de suas vidas.

Eu sei que existem restos que podem ser reaproveitados, mas, quando eu digo “resto”, quero dizer:

“Aquilo que sobrou e não tem mais utilidade”. Pois uma vida sem proposito é comparada a algo inútil, e o resto torna-se, depois de ser descartado, algo sem propósito algum.
Resto de vida é a mesma coisa que resto de alimento, que, quando sobra é jogado no lixo. E quando é jogado no lixo, deixa aquele que o jogou um pouco mais pobre.

Se escorar na “bengala” dos feitos passados é o mesmo que desperdiçar o restante de nossos dias! É deixar de produzir aquilo que temos capacidade de produzir.

Assim como o alimento não deixa de ser alimento por ter sido descartado, ele apenas deixa de servir ao propósito para o qual foi criado, assim também somos nós, ao deixarmos de produzir aquilo que somos capazes, perdemos o nosso pleno propósito na vida.

Aristóteles disse:

“Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas sim, um hábito”.

Então devemos continuar a realizar atos heroicos e seremos verdadeiros heróis.
Devemos continuar a realizar atos cristãos para que sejamos contados entre os cristãos.
Devemos continuar e nunca pensar que, por já ter realizado algo, já fizemos tudo.
Quando realizamos um único ato digno de nota e paramos para receber os aplausos, corremos o sério risco de nos encantarmos tanto com a glória do mundo que não tenhamos forças para nos afastarmos do seu ofuscante brilho.

“Assim como aconteceu com os ratos da cidade de Hamelin.
Tal era a quantidade de ratos na cidade que, dia após dia, começaram a esvaziar as ruas e as casas, e até mesmo os gatos fugiram assustados.
Pouco depois se apresentou aos habitantes da cidade, um flautista, que, ao ouvir falar de uma recompensa, lhes disse: "A recompensa será minha. Esta noite não haverá um só rato em Hamelin".
Dito isto, começou a andar pelas ruas e, enquanto passeava, tocava com sua flauta uma melodia maravilhosa, que encantava aos ratos, que iam saindo de seus esconderijos e seguiam hipnotizados os passos do flautista que tocava incessantemente.
E assim ia caminhando e tocando, levou-os a um lugar muito distante, tanto que nem sequer se poderia ver as muralhas da cidade. Por aquele lugar passava um caudaloso rio onde, ao tentar cruzar para seguir o flautista, ignorando os riscos, todos os ratos morreram afogados”.

É importante saber que a gloria do mundo hipnotiza como a melodia daquela flauta. E o fim de quem se permite seduzir por ela é inevitável: tristeza e solidão.


Um grande exemplo de perseverança foi Ian James Thorpe, ou simplesmente Ian Thorpe, é um nadador profissional australiano. Especialista no nado livre, ganhou cinco medalhas de ouro em Jogos Olímpicos, sendo o australiano com mais medalhas de ouro olímpicas. 

Em 2001, se tornou a primeira pessoa a ganhar seis medalhas de ouro em um Campeonato Mundial! 

No total, Thorpe ganhou onze medalhas de ouro em Mundiais. É o único atleta a ter sido chamado de "Nadador Mundial do Ano" por quatro vezes pela revista Swimming World Magazine, e foi considerado também o "Nadador Australiano do Ano" de 1999 a 2003. Suas realizações atléticas fez dele um dos atletas mais populares da Austrália, com boa imagem do público e fama de realizar projetos filantrópicos. Foi reconhecido também como o "Jovem Australiano do Ano" em 2000. 
Thorpe não se contentou em realizar um único ato de heroismo, ele continuou fazendo e fazendo... 
Não se esqueça que os aplausos pelos nossos atos só durarão um momento, portanto, não pare  e realize cada vez mais!

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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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