quarta-feira, 6 de julho de 2011

Já não me lembro o motivo

Hoje lembrei-me com um grande amigo que há muito tempo não via. Ele estava lá o tempo todo, mas eu, magoado, me recusava a encontrar-lhe, recusava-me a demonstrar a falta que ele fazia. Não era possível que ele não me procuraria, pensei, mas, não me procurou! Não era possível que ele me esqueceria, continuei, mas, aparentemente, me esqueceu! Saudades? Senti. E como! Mas eu não podia me humilhar diante da situação. Orgulho de jovem. 
Depois, mais experiênte, a ferida já fechada, se ele não me pedisse desculpas, já não importava mais, mas pelo menos teria vindo ao meu encontro. Teria dado o primeiro passo e, isto faria toda a diferença! Mas, o tempo passou, tanta coisa para fazer e meu amigo continuava na minha mente, afinal, agora já não tinha tanta importância o que aconteceu no passado. Hoje, o tempo se encarregou de apagar toda e qualquer mágoa que porventura persistisse em permanecer. Do meu amigo só restaram as boas lembranças e a saudade. Se eu pudesse encontrá-lo, não exigiria nada, somente pediria perdão. Perdão por não saber ser amigo. Perdão por ser tão egoísta, afinal, já não me lembro o motivo que me fez perder o amigo.

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Esta mensagem é de autoria de Antonio Bernardo.
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